Nesta reflexão sobre a chegada aos 40 anos, convido você a adotar o conceito de “reset” como ferramenta para reorganizar não apenas a casa, mas a mente e os ciclos da vida. É um convite para abraçar as mudanças com leveza, valorizando o amadurecimento e preparando o terreno para novos começos.
Navegando pela internet esses dias, me deparei com o conceito de “reset de outono”. Vi um vídeo de uma brasileira que mora em Portugal explicando essa ideia, que nada mais é do que a oportunidade que temos, na mudança de estação, de reavaliar rotinas, ajustar hábitos e preparar a mente e o corpo para os dias mais curtos que chegam com o clima frio.
Para mim, isso faz total sentido. De tempos em tempos, sinto a necessidade de organizar a vida e a casa de uma maneira que tudo continue prático e aconchegante. É uma forma de funcionar sem o estresse que naturalmente acompanha as mudanças e os ciclos da vida. Portanto, essa organização por estação é muito válida.
Tomando posse desse conceito, não quero usá-lo apenas com as estações do ano, mas sim com os ciclos da vida: um “Reset de Ciclos”. Sempre acreditei que fazer aniversário não é só comemorar o dia do nascimento, mas entender que um ciclo se encerra para que outro comece.
E o que dizer de quando se encerra uma década? Esse é o meu caso: estou saindo dos tão sonhados 30 para entrar nos 40. O impacto é muito maior. Olhando para trás, vejo quantas transformações, mudanças e amadurecimentos aconteceram. Só por esse percurso, já existem motivos de sobra para marcar essa passagem.
Prepare-se para essas passagens históricas na sua vida, seja de um ano ou de dez. Há reflexões a serem feitas, pois pode ser que esse momento marque a virada de chave que você tanto busca.
Essa preparação não é uma obrigação, mas, se você estiver disposta a fazê-la, será ótimo; ela te trará novas perspectivas.
Para mim, o preparo começa internamente. Algo começa a me incomodar positivamente e passo a refletir: onde estou? De onde vim? Para onde quero ir? Isso tem tudo a ver com a pessoa que sou hoje.
Quando me dei conta de que completaria 40 anos (e este texto está saindo exatamente neste dia), levei um susto. Não tinha parado para mensurar o quão grandioso é esse marco. Vem aquela sensação de “nossa, como o tempo passou”. Outro dia eu era uma guria de 20 e poucos anos, cheia de pressa, anseios e preocupações. Hoje, sinto calma e paz em questões que antes me tiravam o sono.
Foram tantas coisas elaboradas nestes dias… Vejo o quanto foi lindo, e por vezes doloroso, me assentar em mim mesma. Percebo a leveza que tenho agora para encarar certos fatos da minha vida. Chegar aqui não foi fácil; quantas vezes me perdi de mim e me reencontrei no caminho. Não digo que todas as dificuldades valeram a pena, mas foram elas que deram base à mulher que sou hoje.
Depois desse exame de consciência, as coisas finalmente se acertaram com leveza. Não é mais um peso saber que algumas coisas aconteceram e outras não; é assim mesmo e está tudo bem. Com essa organização interna, faz sentido que o externo também acompanhe o processo. Surge, então, a vontade de organizar meu ambiente.
O primeiro passo é sempre destralhar: o que não uso mais, doo; o que não serve para nada, vai para o lixo. A ideia é que cada coisa tenha seu lugar, sem acúmulos. Se percebo algo parado, me dou um prazo para usar; se não usar, vai para doação. A regra é básica: o que importa é reorganizar para a nova fase que está chegando.
Eu gostei desse conceito de “reset”. Ele dá uma roupagem nova a algo que eu já praticava. Quis compartilhar isso com você para que também se sinta em movimento, tornando sua vida mais bonita para si mesma.
Desejo que você fique bem e viva suas próprias mudanças, sejam elas como forem.
Andressa Silva
